Daria um bom nome de música: me deixe falar sobre a tristeza. Mas soa melhor em inglês. Never mind.
Esse pensamento me ocorreu outro dia, originado de uma conversa com uma grande amiga minha.
E digo a vocês: há muita sabedoria em quem modestamente pensa que não entende nada (ou que entende pouco) da vida.
Falávamos de como a nossa vida tinha se encaminhado até aqui, a nossa e dos nossos amigos mais próximos. E de altos e baixos que acontecem com todos.
E ela veio com aquele jeito de dizer as coisas, que corta o ar e me faz pensar dias a fio.
Disse que estava em harmonia nesse momento, mas que já passou por alguns bocados. Que as coisas boas e alegres da vida a gente coloca no Facebook, alardeia no Twitter, e os momentos mais tristes, esses, a gente guarda para si, onde ninguém pode ver.
E nessa mesma semana deparei com um pensamento que vai na mesma linha, quando assisti um vídeo em que uma mulher afirmava que o Facebook é a Revista Caras da sua própria vida.
Isso me faz pensar em que nível as pessoas andam se relacionando ultimamente. Me faz ter uma puta saudade da minha família e amigos. De sentar com eles, e só de olhar no rosto de cada um, saber exatamente como eles estão se sentindo.
Eu posso ler mil atualizações, e ainda assim não vou conseguir fazer isso à distância (quem sabe um dia com o videochat?).
E vamos dizer que essa é uma das minhas tristezas. As outras, escrevo para que elas saiam da minha cabeça e vão embora.
Apesar do tom não muito otimista desse texto, sempre acreditei que tocar nesses assuntos faz a tristeza ir embora.
Let me talk you about sorrow é um devaneio que existe porque acredito que ninguém é obrigado a ser feliz 24h por dia.
Mas, pode buscar em si ou no dia a dia coisas que o motivem a ser genuinamente feliz por algum espaço de tempo: a companhia de alguém, uma lembrança, uma música, fotos, piadas, vídeos, Deus.
No fundo, sou uma pessoa otimista, só que as vezes preciso (ou alguém precisa) me lembrar disso.
Esse devaneio vai para você amiga, que há muitos anos, tem o poder de falar diretamente a minha alma. Obrigada.