Olhei e quase não comprei o tal livro. O título me intimidava: O poder curativo do Amor. Mas, o vendedor me convenceu, ou talvez, eu mesma tenha me convencido, de que talvez seja a hora de parar e pensar nessas coisas.
Há algum tempo li um artigo que trazia uma pesquisa que falava sobre a média de vezes que uma pessoa se apaixona na vida. Daí, pensei em escrever o que as minhas experiências amorosas trouxeram para mim, porque isso me ajudaria a pensar sobre elas de forma conclusiva. Adiei o pensamento. Dificilmente gostaria de tocar nesse assunto. Até que me ocorreu, que as pessoas geralmente falam de seus relacionamentos passados quando já estão resolvidas em relação a eles. Retomei o pensamento. E comecei a rascunhar.
O meu coração sempre foi meio vagabundo. No geral, gosto da ideia de gostar de alguém. Antes, era difícil lidar com a quantidade de vezes que me interessava, e logo em seguida, me desinteressava por alguém. Mas, no decorrer dos meus 25 anos, me tornei menos inconstante. Costumo brincar que a minha vida amorosa segue uma particular regularidade, ou seja, eu me apaixono de 5 em 5 anos.
Aos 15, tive um amor de infância. Penso: Como eu era perdida. Não sabia o que fazer, não sabia se gostava ou não, um dia eu estava de um jeito e no outro dia de outro. Não conseguia assumir o que eu sentia, não conseguia dormir, ou dormia demais para não ter que pensar no assunto. Lembro bem de um professor que disse na época: o amor é um jogo, o mais inteligente vence e o menos inteligente se apaixona. Resumindo: eu não queria ser o menos inteligente (risos).
Aos 20 anos, tive uma aventura. Testava os meus limites. Era 8 ou 80, tudo parecia demais, inflamado. Eu tinha plena consciência que não era uma relação saudável. Não deu certo. Parti pra outra.
Aos 24 anos, estive o mais próximo possível do que acredito ser o amor. Mas foi apenas próximo. Não consigo dizer mais nada sobre esse assunto.
Agora vou ler o livro, esperar que me cure de alguma forma e aguardar os 30 anos (risos).
Termino esse texto com a frase que uma grande amiga me disse outro dia e que não saiu mais da minha cabeça, passou a ser um mantra: “Um dia o amor vem”.
E assim cultivo a esperança.
Escrito por unseoutrosdevaneios
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