Estava a pensar em alguns versos da música “Coração vagabundo”:
“Meu coração não se cansa de ter esperança, de um dia ser tudo o que quer, meu coração de criança…”
E parei por aí, justamente na parte que conclui que o coração que acredita é, de fato, o de uma criança.
As crianças geralmente dedicam às pessoas um sentimento despretensioso. Elas têm, ao meu ver, o gostar mais verdadeiro, porque simplesmente gostam ou não de determinada pessoa ou coisa sem muita explicação, e isso é uma espécie de liberdade. É como se fossem livres para sentir apenas o que realmente tem vontade e ponto. Sem ter que dar ao sentimento alguma dimensão que não seja a mais pura e simples: “eu gosto”.
E quantos corações de criança vocês vêem por aí? Mesmo naquelas pessoas que nem sequer estão próximas da infância?
Eu vejo alguns. Mas a pergunta é: em quantos deles você acredita? Ou melhor: acreditaria se os visse?
Eu prefiro acreditar. Mesmo que para isso eu passe por sonhadora, louca ou um pouco das duas coisas.
Prefiro acreditar nas boas intenções das pessoas. Do contrário, espalharia por aí a desesperança, ou tiraria de alguém a possibilidade de ser.
E tanto na música quanto na vida, o ser humano e o seu coração, são nada mais do que infinitas possibilidades: “de um dia ser tudo o que [quiserem]“.
Ainda bem.
Maio 18, 2008 às 12:14 am |
Oi cunhada!
É indiscustível seu talento com as palavras.
Vou passar por aqui mais vezes.
Sou sua fã
Maio 18, 2008 às 1:42 am |
Agora entendo porque essa é a música preferida do Moska…hahahaha….
Acho que essa frase se aplica muito a mim também…
e a você amiga…
Se dê esperança sempre…
Te amo viu, bjs!!!