Cortesias

Meio-dia no metrô. Lotado. Como sempre nesses horários de rush.

Toca o sinal “Os bancos de cor laranja são preferenciais para idosos e pessoas com crianças de colo. Seja solidário, ceda o lugar”.

Na mesma hora pensei que hoje as pessoas são ‘lembradas’ de ter algum tipo de cortesia umas com as outras. Nada contra as boas práticas do metrô, mas uma campainha que toca repetidas vezes nos pedindo para sermos solidários me soa preocupante. Deve ser algo para se aprender realmente e daí vem o caráter recordatório da mensagem.

Ceder ao outro, na medida do possível, é uma ação extremamente diplomática, que deveria ser pensada para além dos bancos do metrô. Ceder o lugar, o “seu lugar”, é deixar de ocupar um espaço em função de outra pessoa, e pelo o que eu vejo por aí, nem todo mundo está disposto a fazê-lo. Uma pena.

Então o que realmente falta além de “solidariedade” é só um pouquinho, mas um pouquinhio mesmo de boa vontade.

Será que assim a coisa anda?    

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