Amor… palavra forte, não?
Os meus amores sempre foram meio calados. Vai ver por isso de vez em quando eu me pego pensando nas coisas que a gente faz por amor. Logo me passa pela cabeça as inúmeras coisas que faço ou já fiz por amor ou saudade.
Nunca fui muito ligada em música, mas confesso que depois que passei a morar longe do meu pai, acompanho atentamente vários artistas que ele gosta, troco idéias sobre as novidades do mundo da música, conheço novos e antigos estilos, porque no fundo, eu amo o que ele ama.
Além disso, ligo para minha mãe algumas vezes ao dia fazendo perguntas totalmente triviais – como se lava roupa branca, se a oferta do supermercado está em um bom preço, o número do CPF dela (essa pergunta ela não aguenta mais) – e assim, acabo por fazê-la participar do meu mundinho e da minha vida de mulher “pseudo independente”.
Às vezes releio as dedicatórias de livros que meus amigos me deram de presente. E até mesmo guardo coisas estranhas, as únicas que escapam dos meus ataques de feng shui: o bilhete do cinema, a conta de algum jantar ou reuniãozinha, o papel de algum presente, qualquer coisa que me faça lembrar de momentos importantes que passei na companhia das pessoas que eu gosto (porque como vocês sabem, a minha memória é curta).
Enfim, compro presentes, conto histórias de quem eu sinto saudades, comento a novela com os amigos por SMS, sonho com eles, e assim essas pessoas permanecem comigo. Nas minhas lembranças, nos meus atos, nas minhas quinquilharias, e com certeza, em tudo aquilo que eu faço por amor.
As coisas que a gente faz por amor
Março 21, 2009Sobre a vontade de salvar o mundo
Março 17, 2009Espero que não seja nenhuma idéia megalomaníaca. Mas, um dia desses, me peguei pensando em fazer a diferença na vida de alguém. E por incrível que pareça, nessa hora, “alguém” disse algo parecido na novela, e fiquei me perguntando se isso só era mesmo possível na ficção.
Lembrei de uma campanha publicitária da Colgate que eu adorava intitulada “Vamos salvar o mundo das cáries”. Eu tinha esse desejo antigo de criança de salvar o mundo de alguma coisa. Ou de salvar o mundo de alguém.
Daí lembrei de um cara que apareceu na TV, exemplo real, quis fazer algo pelo mundo. Um projeto como o meu, com uma amplitude beeeeem maior. Então, ele começou aos poucos, plantando uma árvore aqui e outra ali, e hoje, ele reflorestou um lado inteiro do Pão de Açúcar. E detalhe, ele era analfabeto, prova de que grau de instrução não quer dizer nada quando se tem boa vontade. E existem outros, como ele, que andam por aí semeando árvores e idéias, sem serem necessariamente “ecochatos” ou somente idealistas. Ao contrário, são realizadores, inspiradores.
Depois, lembrei da cooperativa de costureiras da Rocinha, que agora está no mercado internacional de fashion business. Lembrei do menino da Rocinha que está no Soletrando (eu torci tanto para ele no último final de semana). Eu lembrei de pessoas que persistem no sonho que tem.
E hoje vi no jornal um projeto que utiliza as músicas do Cartola como inspiração para motivar os alunos do ensino público e evitar a evasão escolar.
E finalmente - “bate outra vez, com esperança o meu coração” - de novo, de verdade.
Eletrocardiokarma
Março 14, 2009Entre a sístole e a diástole, uma pausa. A pressão arterial se iguala. É um intervalo pequeno, o momento do equilíbrio, é o tempo que a natureza deu para o coração descansar.
E nesse compasso também segue a vida, como o ritmo do coração, uma sequência de contrações e apertos e logo depois vem a descontração, o fluxo, a paz.
E mesmo que me encante as altas doses de adrenalina, estou curtindo essa pausa, esse período em que descontrair, relaxar é tão bom quanto viver num ritmo acelerado.
Tinha um amigo que costumava me perguntar sobre as coisas do coração. O meu vai bem, no ritmo, no compasso, e dessa vez, em paz.
Escrito por unseoutrosdevaneios
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