Quem diria? Quando a internet estava apenas começando, eu estava lá. Naquela época em que se comprava um pacote de horas para acessar a internet. No tempo em que eu esperava ansiosamente as madrugadas para poder ouvir aquele barulhinho da conexão discada. Que fase.
Ótima fase. A galerinha do MIRC, os IRContros, os nicks e aquele bando de janelinhas piscando na tela do computador, os pvts.
A febre era tanta, que na sala de aula, sempre algum amigo pegava um pedaço de papel e desenhava o canal #Amapá, colocava os nossos nicks lá e começávamos o bate-papo “pseudo virtual” na maior bagunça.
Era tempo de muitas conversas veladas, de segredos, bastidores, azaração, apostas e até casamento. Sim… casório. Eu sou casada virtualmente com um grande amigo meu, que coincidentemente, vai casar agora na vida real.
Eu tinha outra identidade, era ^Sabrina, “Brina”, para os íntimos. E todo mundo me perguntava o porquê desse nick se o meu nome era completamente diferente, e eu respondia, que era uma questão de simpatia com o nome ou simplesmente para preservar a minha identidade dos mais incovenientes.
Fiz amigos virtuais que se tornaram reais e de longa data, pois o MIRC acabou, mas as conversas continuam pelo MSN, trocamos depoimentos pelo orkut, compartilhamos idéias em blogs e tudo o mais. Eu sou dessa época, da revolução digital. O meu primeiro namorado foi virtual e nem um pouco platônico.
E hoje em dia se prolifera com uma velocidade impressionante o número de formas de interação pela web, são tantas, que eu me sinto em constante fase de inclusão digital. Mas, sou uma “old fashion girl”, sinto uma saudade lá do começo, do barulhinho da conexão, de acordar no meio da noite, da galerinha do MIRC e daqueles ares de novidade.
Abril 24, 2009 às 1:57 pm |
Ae Cris nunca deixei de te amarrrrrrrrrr
TE AMO DEMAIS…..
Abril 24, 2009 às 2:00 pm |
Owww amiguinho! Tb amo vc amore!!! =)