[Em alguma madrugada afora, em um tempo que não o agora, nasceram esses versos. E faço já uma errata, da paixão vieram, e não do amor, como houvera antes confessado].
“Ímpeto”
O amor não tem lógica
Nem razão, nem nexo
É complexo
E não faz o menor sentido
Então porque tantas pessoas o sentem?
Algumas sentem tanto,
enquanto outras apenas sentem muito…
O amor é inconsequente, descabido, desmesurado.
E contrário a tamanho descontrole,
consegue ainda ser um tanto devotado.
O amor não satisfaz, porque sempre se busca um pouco mais.
O que fazer?
Não há como alimentar um amor menor,
Comedido, tímido.
Antes não amar, do que amar um amor reprimido.
Aos amores, incompreensão.
Aos amantes, perdição.
Aos que ainda não amaram, inquietação.
Aos que não mais amam, comiseração.