Esse texto começa com uma dúvida que Martha Medeiros plantou na minha cabeça ao afirmar: “Temos amores necessários e amores contingentes ao longo da vida”. Numa leitura rápida me chamou atenção, então anotei para pensar sobre isso depois.
E cá estou. Novamente desperta para a literatura e com vontade de mexer nas minhas anotações. Peguei as notinhas do meu celular e vi ali, este pensamento que me intriga até hoje.
Por amores necessários, vou pela solução mais simples: amores que as pessoas tem a necessidade de ter, pessoas que elas precisam conhecer para passar por determinadas coisas ou situações. Agora quando chega em amores contigentes a coisa complica um pouquinho.
Vamos ao dicionário – Contigente: “o que é incerto ou que pode acontecer por acaso, eventual, circunstacial”. Até aí tudo bem, mas achei outra definição que se assemelha a essa: “algo que não tem em si a razão suficiente de sua existência, pois poderia ter ocorrido de maneira diferente ou simplesmente não ter se efetuado.”
Logo, o amor necessário é, por assim dizer, “o amor que é“, e o contigente, aquele “amor que poderia ter sido“. De maneira diferente? Eu não sei. Ou não ter se efetuado? Aí encontro a ironia.
Tanto os amores necessários quanto os contingentes precisam ter ocorrido para que possam ser classificados como tal. Ao contrário, você não saberia que tipo de amor vivenciou.
É o pagar para ver em qualquer circunstância. É o amor certo (necessário) e o incerto (contingente). Mas todo amor não acontece sem querer? Ou será que quando a gente precisa, o amor (necessário) aparece?
As pessoas não dizem que quando você menos espera, o amor (necessário) surge, ou seria o contingente (acaso)?
Martha, você deu um belo nó na minha cabeça com esses acasos (necessários) de amor. Da próxima vez, diga algo ao meu coração: talvez ele pense mais (des)complicadamente.