Liberdade para ver

Junho 13, 2009

Estava nas páginas amarelas da Veja, mas o que chamou a atenção mesmo foi o que veio escrito lá no finalzinho em letras pretas e miudinhas – a maneira de Jean-Paul Sartre pensar sobre a liberdade.

E de uns tempos para cá, venho confirmando a teoria dele no meu dia-a-dia. Dizia ele, não exatamente com essas palavras, mas o sentido é o mesmo: liberdade é viver feliz com aquilo que se tem. Longe de qualquer perspectiva conformista ou acomodada de ver a vida, isso faz todo o sentido.

É conhecida a pirâmide das necessidades humanas de Maslow, que fala que o Homem vai suprindo das suas necessidades mais básicas até chegar as de auto-realização que seriam também as mais intangíveis. Em uma sociedade de consumo é bastante comum pensarmos que sempre temos alguma coisa para conseguir, alcançar, seja um objeto, um cargo, um título que confira status. E não viver na cobrança de ter que subir todos esses degraus, o que na minha opinião, deve gerar uma angústia ou paranóia sem fim, deve ser a tal liberdade que Sartre falava. 

Liberdade é uma sensação que sempre esteve ali até o dia em que você desperte para ela.

Acredito que o ser humano tenha mesmo que dinamizar todos os aspectos da sua vida sejam eles sociais, intelectuais, amorosos, espirituais, etc para alcançar o equilíbrio. Mas a liberdade consiste em ser feliz com o que você já alcançou. Trata do momento presente, de olhar para ele e saber desfrutá-lo.

Tudo na vida segue um fluxo natural, mesmo que a gente não entenda. Fazer a sua parte é mais do que essencial, o caminho vai se abrir de uma forma ou de outra.

 Vira e mexe tem alguém – inclusive eu - reclamando do clima no Rio de Janeiro, ou que está muito quente ou que chove muito e faz frio. Deixando um pouco de lado as discussões sobre aquecimento global e etc, a natureza tem a sua forma de ser, ocorre em ciclos. E assim como é importante o verão, também é o outono, o inverno até chegue novamente a primavera. Isso é parte de ser feliz com o que se tem. Isso é começar a enxergar a liberdade de Sartre em todos os aspectos da vida. Portanto, se está frio meus amigos, que ótimo, vamos andar chiquérrimos, dividir um edredon e comer fondue.

Muito menos filosófico mas não menos importante, existem alguns versos de uma música do Lulu Santos que gostaria de correlacionar com o que tenho escrito sobre liberdade até agora.

“Tão bem” (Lulu Santos)

“Ela demonstrou tanto prazer
De estar em minha companhia
Eu experimentei uma sensação
Que até então não conhecia
De se querer bem
De se querer quem se tem…”

Liberdade. Está logo ali, esperando que você desperte para ela. É só saber enxergar.

Grande beijo a todos.

Nayla.

Ps: Só eu mesma para passar de Filosofia para Pop Rock nacional. Aff… (risos)


O bem atuante

Maio 17, 2009

Esse texto começa sem a preocupação de ser pretensioso, dicotômico e esquizofrênico. Mas de repente pode se tornar tudo isso (risos).
Para início de conversa, acredito que o Homem nasce essencialmente bom, mas preservar-se dessa maneira é uma das nossas grandes missões na vida, alguns chamam de karma, outros de plano, outros de meta, alguns dizem que cabe a Deus, alguns dizem que cabe ao Homem mesmo… Enfim, essa discussão toda teve início porque algo muito ruim me aconteceu. Há alguns dias fui vítima de estelionato o que causou um certo transtorno, já que fizeram “o rapa” na minha conta bancária e levou também a uma série de discussões entre os meus amigos.
Uma delas se refere ao fato de eu tornar público esse golpe e assim prevenir outras pessoas, o que recai mais ou menos naquele tipo de história, “é claro que pode não dar em nada” mas pelo menos se você denunciar outras pessoas podem se precaver. Um grande amigo me disse que esse tipo de coisa só acontece, porque os bons se calam enquanto os maus fazem a festa. Fiquei pensando a respeito.
Pensei, ironicamente, que os maus levam a maior fé nas atrocidades que fazem, enquanto os bons, muitas vezes tem fé vacilante. Acreditam que não vai dar em nada, que a Justiça é lenta, que o Brasil é uma merda, que ninguém se responsabiliza por nada e mais uma série de outras reclamações que somadas, essas sim, não levam a lugar algum. Se ninguém se responsabiliza e se trata da sua vida e dos seus interesses, que tal vc mesmo se responsabilizar? Esse é o bem atuante. Não é só ver todo mundo perdendo as casas nas enchentes do Norte e Nordeste e pensar: “putz, que merda”. Acho que seria algo do tipo: “putz, que merda… mas será que eu posso fazer alguma coisa pra ajudar?”
Graças a Deus o meu prejuízo foi meramente financeiro e também intelectual, porque muita gente me pergunta, como eu fui cair no papo dos caras. A resposta é simples: assim como muita gente cai. Como diz a minha mãe, bandido é tudo profissional.
E eu ainda me peguei falando pro meu amigo: – Isso aconteceu logo agora que eu ía fazer a doação pro pessoal do Maranhão!?
Resultado: no outro dia, me levantei reuni algumas coisas que tinha e fiz a doação mesmo assim. Primeiro por acreditar que tenho que fazer a minha parte, e segundo, para acreditar que o bem tem um espaço muito maior na minha vida do que qualquer maldade que possa vir a me acontecer. E isso é uma decisão.


Palavreando

Abril 14, 2009

Deus me fez capaz de muitas coisas, e eu, pela vida e pelas experiências, me fiz incapaz de algumas.
Uma delas é não voltar atrás. E para não correr o risco de dizer “nunca”, eu quase nunca volto atrás, como naquele provérbio que diz existirem três coisas na vida que não voltam atrás: a flecha lançada, a palavra proferida e a oportunidade.
Fico pensando particularmente sobre a palavra. As palavras são uma parte muito significativa da minha vida. Penso que elas diferenciam o Homem, traduzem a inteligência, os pensamentos, os sentimentos, insuflam almas, determinam ações, geram movimentos. Talvez por considerar a importância que as palavras têm para mim, elas soem diferente do que para a maioria das pessoas.
E a cada dia aprendo a conviver com as minhas palavras, uma das minhas últimas grandes lições foi aprender a ouvir, refletir e depois emitir opinião sobre determinada coisa. E só de pensar quantas coisas na vida são ditas sem pensar…

Certa vez me foi dito que as palavras são como sementes, e eu não poderia dar melhor definição, imagino que quando são boas, elas frutificam e se multiplicam por muito e muito tempo e para pessoas além daquelas a quem imaginamos dizer alguma coisa. E quando ruins, acho que envenenam algum lugar do coração.

E para não dizer palavras amargas acredito que a melhor solução seja ficar em silêncio por um tempo, quem sabe, dentro de nós, não exista alguma fórmula mágica capaz de curar as sementes antes de jogá-las novamente ao vento? Eu acredito em magia, porque como disse lá no começo, Deus nos fez capaz de muitas coisas e aí é que entra a oportunidade.


Sobre a vontade de salvar o mundo

Março 17, 2009

Espero que não seja  nenhuma idéia megalomaníaca. Mas, um dia desses, me peguei pensando em fazer a diferença na vida de alguém. E por incrível que pareça, nessa hora, “alguém” disse algo parecido na novela, e fiquei me perguntando se isso só era mesmo possível na ficção.

Lembrei de uma campanha publicitária da Colgate que eu adorava intitulada “Vamos salvar o mundo das cáries”. Eu tinha esse desejo antigo de criança de salvar o mundo de alguma coisa. Ou de salvar o mundo de alguém.

Daí lembrei de um cara que apareceu na TV, exemplo real, quis fazer algo pelo mundo. Um projeto como o meu, com uma amplitude beeeeem maior. Então, ele começou aos poucos, plantando uma árvore aqui e outra ali, e hoje, ele reflorestou um lado inteiro do Pão de Açúcar. E detalhe, ele era analfabeto, prova de que grau de instrução não quer dizer nada quando se tem boa vontade. E existem outros, como ele, que andam por aí semeando árvores e idéias, sem serem necessariamente “ecochatos” ou somente idealistas. Ao contrário, são realizadores, inspiradores.

Depois, lembrei da cooperativa de costureiras da Rocinha, que agora está no mercado internacional de fashion business. Lembrei do menino da Rocinha que está no Soletrando (eu torci tanto para ele no último final de semana). Eu lembrei de pessoas que persistem no sonho que tem.

E hoje vi no jornal um projeto que utiliza as músicas do Cartola como inspiração para motivar os alunos do ensino público e evitar a evasão escolar.

E finalmente - “bate outra vez, com esperança o meu coração” - de novo, de verdade.


Retratos da imperfeição

Novembro 26, 2008

Para nós, falta algo.

Para alguns fisicamente: uma perna, um dedo, um braço. Para outros: um sorriso, uma esperança ou um despertar.

E ao trabalharmos essas ausências algo acaba por nascer em contraposição aquilo que nos carece. E a sensação de completar-se é indescritível.

Mas, para chegar até esse ponto, temos que rever os nossos retratos, esses que não folheamos há tempos cá dentro de nós. Esses que se cristalizaram em algum momento de nossa existência, exatamente aqueles que não são felizes.

E aí, faz-se a catarse de Freud. Assim eliminam-se os traumas, curam-se as feridas e damos espaço a coisas novas.

Ser inseguro e imperfeito é o futuro retrato da segurança.

Ser egoísta e imperfeito é o futuro retrato da generosidade.

Ser louco e imperfeito é o futuro retrato da consciência.

Ser inquieto e imperfeito é o futuro retrato do equilíbrio.

Ser retrato e imperfeito é ser você  por um momento. E estar a um ‘click’ da perfeição.


Sobre as coisas da vida e da morte

Setembro 10, 2008

Hoje me deparei com um pensamento inusitado.

Por que as pessoas precisam anunciar q morreram? Para que os outros deixem de entregar as contas pelos correios? Para ocuparem aquele pequeno espaço, meio mórbido, em uma página despercebida de jornal?

Que diferença faz o 7º dia de falecimento? Uma semana que a pessoa se foi e aí? Reza-se todos os dias, penso eu, e não em datas pré-determinadas.

Não estou discutindo religião e nem menosprezando as crenças alheias. Só não vejo utilidade prática nesses pequenos rituais que se fazem até hoje. Aliás, faço parte daquele grupo que diz que política, futebol e religião não se discute.

Tenho pensado mesmo em fé. Fé na vida e não nas palavras ditas depois da morte.

Sei lá…

As pessoas deveriam anunciar que vivem. Mesmo na lápide. Isso sim.

Outra dia pensei na minha, que não seria aquelas coisas de “mãe amada e filha querida e não sei o que lá”.

Penso em algo bem simples, como: Nayla Soutelo, “Amou demais” 

Isso já se relaciona a tudo. Pessoas, coisas, fatos, pensamentos e palavras. Mas as minhas, as digo em vida, porque é quando fazem todo o sentido, pelo menos para mim.

Como diria o Paralamas naquela música: “não vê que a sua vida encerra em uma nota curta nos jornais?” Viram? Simplesmente não quero que ninguém anuncie a minha morte. Afinal, sempre tive muito mais história para contar.

Quem sabe antes de morrer eu não faço um livro, e se não houver outra saída, um Informe Publicitário?


“Só o silêncio é sincero”

Agosto 9, 2008

Antes de sair voltou-se para Antonieta:

“- Ia lhe dizer uma coisa muito importante. Mas é tão importante que prefiro não dizer. Só é sincero aquilo que não se diz”.

E assim um velho senhor, personagem de Fernando Sabino, discorreu sobre o silêncio nas coisas da vida.

O que cala é tão ou mais importante do que aquilo que se fala. Já escutei cerca de dois ou três provérbios chineses que  tratam do mesmo tema. Entretanto, sobre a sinceridade das coisas que silenciamos, foi a primeira vez que vi algo parecido.

E parei para pensar no assunto, como não poderia deixar de ser. Procurei referências análogas em letras de música e na literatura.

Revi tudo o que não disse. Antigamente, costumava pensar que eu era o tipo de pessoa que simplesmente não conseguia dizer certas coisas, e me arrependia do que não havia dito, me martirizava com os limites de minha expressão, e pelo fato de não encontrar palavras. Contudo, quando passei a considerar a sinceridade de tudo aquilo que calo em mim, encontrei alívio no silêncio, na mesma quietude que antes me oprimia o peito.

Recordei uma conversa que tive com um grande amigo, recém-separado na época, e que por esse motivo voltava a morar sozinho. Ele me falava da estranheza de não ter alguém por perto, da aflição e vontade de conversar, de deixar a televisão ou rádio ligados para fazer companhia.

 E eu, pensando alto, disse pra ele que morar sozinho nada mais é do que aprender a conviver com o seu próprio silêncio.

E me calei. Naquela hora eu entendi a importância que o silêncio tinha pra mim, como agora eu compreendo a sinceridade dele.

“Guardo pra te dar as cartas que eu não mando”, disse o Leoni certa vez, em uma música cheia de saudade. E, de fato, ele nunca vai mandar mesmo as tais cartas. Porque o grande segredo está em guardar para si aquelas palavras, bem lá no fundo, como uma verdade intocável, cheia de silêncio.


Prometo dizer a verdade

Agosto 1, 2008

Prometo várias coisas a mim mesma ao longo da vida. E às vezes me pergunto o porquê de ainda cumpri-las se fizeram parte de outro tempo, geralmente já decorrido. Ao final concluo que o cumprimento de algumas destas, de forma quase ritualística, faz com que tenham mais valor para mim e me relembram de quem eu era, e o que pensava há alguns anos.

Das promessas inocentes:

Lembro de certa vez ter conhecido um garoto em uma viagem para a Venezuela. E ele tinha, de fato, os olhos mais bonitos que eu já havia visto na vida. Tinham um pouco de céu e de mar. E foi tão grande o meu encanto, que prometi que ao ver um céu de tão maravilhoso azul, lembraria dele, e de alguma forma, isso me fez tê-lo vivo na memória, embora nunca mais o tenha visto.

Das promessas desfeitas:

Prometi nunca ficar com alguém por ficar. Achava péssimo. Depois passei a pensar que era um “mal necessário” – “esquecer um amor com outro” – e com o tempo, voltei ao pensamento incial, porque não existe tentativa e erro em se tratando de amor. Bom mesmo seria se existisse tentativa e acerto.

Das promessas ao mundo:

Prometi ver o Rio de Janeiro com olhos de turista. Para poder enxergar a cidade, a vida e as pessoas exatamente com a mesma beleza, com a mesma admiração, com os mesmos olhos sorridentes.

Das promessas que já nasceram para serem quebradas:

Após escolher quem seria para mim o “Menino do Rio” e, por consequência, o menino dos meus olhos, prometi que só ficaria com outra pessoa se fosse mais bonita do que ele. Não deu certo, óbvio. Porque há meses e durante um longo e tenebroso inverno não encontrava – e nem queria – alguém que não fosse ele. Ao me desfazer dessa promessa, pude ser livre e feliz novamente.  

Das promessas musicais:

Prometi ao meu cachorro, embora ele não compreenda, que ao escutar ”Pretinhosidade” da Martnália, lembraria dele – “Minha pretinhosidade, minha festa”. É a cara dele.

Prometi que ao escutar aquelas músicas antigas de seresta, lembraria do meu pai tocando violão. Engraçado foi o dia em que entrei no ônibus e um passageiro estava assoviando uma destas no banco da frente. Fizemos um “dueto”.

Prometi que “Chega de saudade” do Vinicius, me faria lembrar de um tempo em que rasguei o coração exatamente como o poeta, e isso me trouxe uma pessoa que quero ter por perto, mesmo que seja em pensamento.

Das promessas para o futuro:

“Prometo amá-lo e respeitá-lo de todo o meu coração durante todos os dias da minha vida”. 

Vai ver por isso passei a vida inteira prometendo coisas.


Momentos na Lagoa

Junho 4, 2008

Dia de sol na Lagoa Rodrigo de Freitas, 30 graus e uma brisa geladinha pela manhã.

O calor trouxe de volta o ânimo dos atletas e dos aspirantes a tal posto, entre eles, eu, é claro, que ando por ali em estado de graça, mais suspirando do que aspirando qualquer coisa.

E entre uma e outra passada, um e outro devaneio.

Registrei pessoas e momentos que se misturaram ao clima e a paisagem do local:

O gordinho e a calopsita. Sim. Enquanto muitos passeiam com cachorros das mais variadas raças, tamanhos e pedigrees, eis que me aparece um senhor de meia idade andando calmamente com o dedo esticado, onde se via esse simpático pássaro, que naquele dia, escolheu caminhar ao invés de usar as próprias asas. Lei do menor esforço? Preferi pensar que ele estava “aninhado” ali e extremamente confortável, combina mais com a poesia do lugar. 

O velhinho e a Harley. Sim, sim. O sonho da juventude está mais do que vivo para esse outro senhor de cabelos brancos ao vento, jaquetão preto, no maior estilo bad boy da melhor idade. Conclui que de fato, as pessoas são exatamente da forma como se sentem.

O mesmo casal de labradores. Sim. Caminham com maior regularidade do que eu, inclusive. São umas graças e são hidratados cuidadosamente com água de côco. Melhores do que eu, inclusive.

O bebê e a “bikevelocidade”. Sim, sim, sim. O que dizer daquele sorriso quase 100% gengiva do bebê que estava em êxtase ao sentir a mãe acelerar a bicicleta? Muito lindo. Já se vê que ele vai crescer gostando de fortes emoções, e o pai poderá dizer: “Culpa da mãe”.

Os velhinhos tarados. Não e não. Apesar dessas figuras existirem em todo canto, elas diminuem o encanto da caminhada matinal interrompendo os meus pensamentos com aquelas cantadas bregas (e isso deve ser culpa do Viagra).

Assim mais um dia começa. E ao observar pessoas tão curiosas fico a imaginar o que virá com o passar das horas.

      


Cortesias

Maio 20, 2008

Meio-dia no metrô. Lotado. Como sempre nesses horários de rush.

Toca o sinal “Os bancos de cor laranja são preferenciais para idosos e pessoas com crianças de colo. Seja solidário, ceda o lugar”.

Na mesma hora pensei que hoje as pessoas são ‘lembradas’ de ter algum tipo de cortesia umas com as outras. Nada contra as boas práticas do metrô, mas uma campainha que toca repetidas vezes nos pedindo para sermos solidários me soa preocupante. Deve ser algo para se aprender realmente e daí vem o caráter recordatório da mensagem.

Ceder ao outro, na medida do possível, é uma ação extremamente diplomática, que deveria ser pensada para além dos bancos do metrô. Ceder o lugar, o “seu lugar”, é deixar de ocupar um espaço em função de outra pessoa, e pelo o que eu vejo por aí, nem todo mundo está disposto a fazê-lo. Uma pena.

Então o que realmente falta além de “solidariedade” é só um pouquinho, mas um pouquinhio mesmo de boa vontade.

Será que assim a coisa anda?