Ninguém apontou um dedo para ele. Ninguém pontuou a questão. Apenas fizeram uma pergunta aparentemente simples: qual a sua opinião?
E ele ficou pensativo – e eu, mais do que ele - sobre todo aquele papo. Aconteceu que certo dia, meu amigo foi incitado a falar sobre o trabalho que realizara: Esse é o melhor que você pôde fazer?
Em nenhum momento fizeram comentários impertinentes, pelo contrário, apenas uma pergunta: O que você acha?
Levei um chute na boca do estômago, quando lembrei de uma coisa que me persegue: autocrítica.
A autocrítica é uma faca de dois gumes, por um lado pode ser construtiva, por outro, é apenas cruel. Não sei vocês, mas eu geralmente não alivio nem o meu lado, principalmente quando penso que uma coisa não está do jeito que eu gostaria, sou exigente demais.
No caso do meu amigo, ele deu respostas menos duras para si mesmo, e se motivou a fazer o melhor que podia – ele é ótimo em reverter situações – usou sua autocrítica de forma construtiva e todos saíram ganhando.
Mas até o “happy ever after”, eu fiquei pensando nas perguntas retóricas, ou talvez seja a voz da consciência, uma coisa totalemente à parte de nós mesmos, que faz perguntas cortantes, aquelas que a gente nunca quer parar para pensar, mas que de vez em quando, irrompem o silêncio do dia e levam o seu pensamento para longe.
Aí está o motivo das minhas insônias, quando as tenho, meu cérebro simplesmente não consegue silenciar.
O que você não consegue parar de se perguntar? Será que essa resposta você pode dar para si mesmo?
Se quiserem tentar, aconselho praticar durante o dia, pelo menos para aqueles que ainda acreditam em sono da beleza =)
Boa sorte!
Nayla.
Escrito por unseoutrosdevaneios
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